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OS CINCO MINUTOS DE MARIA – X

- MÊS DE NOVEMBRO -
- Dia 2 -
Diante do pensamento da morte, devemos recordar que a alma do homem é um vaso que só se enche de eternidade.
Aos pés da cruz de Cristo esteve sua Mãe Santíssima com seu Coração cheio de sofrimento, transpassado pela espada da dor mais cruel, vendo seu Filho morrer. Ali ela recebeu em seus braços o corpo falecido de seu Filho Jesus; ninguém sofreu como ela. Ela pode dar-nos as normas para os nossos momentos de dor.
Soframos, choremos se é preciso, porém com nosso espírito e a esperança sempre abertos.
Nossa Senhora da audácia para subir ao Calvário e estar em pé junto à cruz.
- Dia 4 –
Sempre é a Palavra de Deus que dá sentido à vida.
Quando a Virgem Maria recebe a Palavra de Deus, dialoga com o anjo num clima de absoluta serenidade. Uma vez aceita a Palavra de Deus transmitida pelo anjo, aquela Palavra aceita muda toda a sua vida, que daí em diante girará em volta dela.
Que também nossa vida gire sempre na órbita de Deus.
“Nossa Senhora, oferecemos-te todo este povo de Deus como propriedade tua” (João Paulo II).
- Dia 5 –
A fé não é coisa que vemos com toda clareza. Em seu Filho Jesus, a Virgem de Nazaré via uma criança como as demais, um jovem mais adiantado, logo um homem maduro; mas sua fé via nEle o verdadeiro Filho de Deus.
Finalmente o viu morto nos braços da cruz, mas sua fé não vacilou e esperou com confiança o dia da ressurreição em que se manifestou abertamente a divindade de Jesus.
Nossa Senhora, por sua livre cooperação na obra da redenção de Jesus Cristo, é com Ele protagonista da história.
- Dia 7 –
Em sua vida, a Virgem Maria deixou-se guiar não pelos ditames da razão, mas pelas luzes da fé. Em tudo ela se moveu pelas inspirações da graça e pelas emoções e impulsos dos dons do Espírito Santo.
Se queremos progredir pelo caminho da santidade, sejamos dóceis à voz do Espírito, que ressoará em nosso interior.
Nossa Senhora do Evangelho: “O Evangelho tem sido anunciado, apresentando a Virgem Maria como sua realização mais alta” (Puebla, 282).
- Dia 9 –
A ninguém poderíamos apresentar como exemplo de vida íntima espiritual como a Virgem Maria.
Ela viveu na maior intimidade, no mais secreto do seu Imaculado Coração, suas relações íntimas e pessoais com Deus. Ali em seu puríssimo Coração e na paz de sua alma muito bendita adorou a Augusta Trindade.
Ali no secreto de nosso coração fica o lugar em que nós deveremos amar e servir a Deus; em seguida sairá para fora, mas como exigência do que vivemos dentro.
“Nossa Senhora, pedagoga do Evangelho na América Latina” (Puebla, 290), coloca em nossa alma o espírito das bem-aventuranças.
- Dia 11 –
Para levar uma vida de verdadeiro testemunho cristão, podemos fixar-nos na Virgem Maria, que foi modelo de todas as virtudes. O Evangelho nos diz que Maria não só escutou a Palavra de Deus, mas que a cumpriu e a viveu; em tudo cumpriu a vontade de Deus e por isso foi santa e santíssima.
Oxalá nós cristãos imitemos os exemplos de santidade que a Virgem Santíssima nos deu. Para isso será preciso que conheçamos bem a vida de Maria; para conhecê-la será necessário ler ou escutar algo sobre ela; é o que estamos fazendo agora.
Nossa Senhora viveu toda a sua existência em plena comunicação com seu Filho; foi a fiel acompanhante do Senhor em todos os seus caminhos.
- Dia 13 –
Se quer conseguir um bilhete de entrada no céu, fomente em você a verdadeira e profunda devoção à Virgem Maria.
Ela é a Porta do céu; quem desejar entrar no céu, iniludivelmente deve passar por essa porta.
Os Santos Padres da Igreja chamaram a Maria de “o penhor seguro da salvação”. Jamais se ouviu falar que algum verdadeiro devoto de Maria tenha sido abandonado por ela; animados com esta confiança, recorramos a Maria, certos de que não seremos desprezados, mas sim, recebidos e salvos por ela.
Nossa Senhora, com seu Magnificat, anuncia o novo Evangelho de Jesus Cristo; é o prelúdio do Sermão da Montanha.
- Dia 14 –
O pensamento afetuoso que cada dia oferecemos à Virgem nestes cinco minutos com ela, tendo-a presente em nossa vida e esforçando-nos por imitá-la em todas as nossas obras, nos elevará sobre todas as coisas deste mundo e nos capacitará e disporá para olhar para o céu, e assim viver, não tanto em dimensão de terra quanto de céu.
Encontraremos a Estrela dos céus, a doce Virgem Maria, que ilumina e marca o caminho para chegar até lá onde ela se encontra.
Nossa Senhora em Assunção aos céus nos manifesta o sentido e o destino do corpo santificado pela graça.
- Dia 16 –
Lindo costume o de oferecer a Deus as orações matutinas, para saudar nosso Pai celestial.
E, se nos orações da manhã saudamos o Pai que está nos céus, por que também nós não vamos apresentar nossa saudação à Mãe celestial?
Por que não oferecer-lhe todas as obras do dia, nossos trabalhos, o cumprimento dos nossos deveres, os sofrimentos e as alegrias, nossos desejos e nossa ânsias?
Por que não recomendar-nos à boa Mãe, pedindo-lhe que durante o dia não se esqueça de nós, sobretudo nos momentos de maior dificuldade ou de mais grave perigo? Quando a criança está em perigo, chama por sua mãe. Também nós chamemos pela Mãe do céu e ela acudirá para nos socorrer.
Nossa Senhora foi a mulher forte, que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio” (Marialis Cultus, 37).
- Dia 17 –
Estrela da manhã, doce Virgem Maria,
envia sobre minha alma os raios de tua luz,
que ilumina minha vida em todos os meus caminhos,
e sempre te possa ver num límpido céu azul.
Doce Virgem Maria, Estrela da manhã
Doce e boa Mãe de profunda compaixão,
peço-te que me concedas tuas graças e teus dons,
e me leves fechado em teu amante Coração.
Nossa Senhora da Anunciação aceitou incondicionalmente a Palavra de Deus.
- Dia 19 –
Que sua boca jamais diga o que seu pensamento não aceita; que sua boca nunca diga o que sua vida não prega e jamais viva como não pensa que se deve viver.
São poucas as ocasiões em que o Evangelho nos menciona a Virgem Maria; menos ainda as vezes em que ela tomou a palavra. Mas as suas poucas palavras que nos foram transmitidas brilham por sua prudência e por sua medida, como que nos dando o exemplo e ensinando-nos a maneira como nós devemos falar; sempre veridicamente e com a devida prudência.
Nossa Senhora, no Magnificat, cantou profeticamente a liberdade dos filhos de Deus e o cumprimento da promessa.
- Dia 20 -
A devoção que tiver por Maria e a certeza de que ela o protege não podem dispensá-lo de esforçar-se pessoalmente, que o obrigue a afastar-se do pecado e a exercitar sua alma em todas as virtudes.
A devoção à Virgem potenciará e elevará sua ação pessoal, porém não se pode potenciar o nada, suas obras não podem ser elevadas se para isso não se esforçar. Faça seu esforço pessoal e ofereça-o à virgem; deixe que o resto corra por conta dela.
Nossa Senhora, no dia de Natal, deu à luz o Verbo de Deus e ofereceu-o à adoração de todos os que o buscam.
- Dia 21 -
O cristão não deve esquecer-se de que, se o altar pode estar fora do templo, o Sacrário só está no templo e o cristão necessita tanto do altar como do Sacrário.
Para Maria a vontade de Deus nem sempre foi agradável pelo que lhe pedia, mas sempre lhe foi agradável saber e conhecer eu o eu estava fazendo ou aceitando era precisamente a vontade de Deus. Como Jesus, também ela pôde afirmar: “Meu alimento é fazer em tudo a vontade do Pai celestial”.
Nossa Senhora, na fuga para o Egito, aceitou as conseqüências da perseguição de que Jesus foi alvo.
- Dia 23 -
Aqueles que não conhecem o inferno, os que não têm medo dele são os verdadeiros devotos da Virgem Maria.
Os santos nos falam que a devoção à Virgem Maria é penhor seguro de salvação, que aquele por quem a Virgem intercede está certo de sua salvação.
Maria é o céu de Deus; quem se aproxima de Maria, aproxima-se do céu.
Na cruz, Nossa Senhora mostrou-se forte, fiel e aberta à acolhida materna universal.
- Dia 26 –
Em sua adolescência, Maria trouxera para si um projeto de vida, que tinha sua virgindade como ponto central.
Mas Deus modificou esse projeto e, conservando milagrosamente sua virgindade, fez com que sua vida e sua função pessoal se centrassem em sua Maternidade divina.
Maria aceitou a vontade de Deus, que mudava seus planos pessoais, e entregou-se plenamente ao que Deus queria dela. Com maior razão devemos nós estar dispostos a ceder em nossos planos, para aceitar os planos que Deus tem a nosso respeito.
Nossa Senhora dos sacerdotes, concede-nos numerosas e santas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias.
- Dia 30 –
Viver na cruz com Cristo mais que morrer pela cruz de Cristo, é o que nos tornará credores da vitória da ressurreição de Cristo.
Não pensemos que a Virgem Maria só sofreu as dores da cruz quando viu Jesus cravado nela.
Quantas vezes, quando Jesus era menino, a Virgem deve ter fitado nEle seus olhos e o deve ter visto já na cruz! Ao afagar as mãos do Menino Jesus, deve ela ter sentido nas suas o contato das chagas, que mais tarde os cravos abririam; ao pousar os lábios na fronte de Jesus, com um doce beijo, certamente ela sentia nos seus os pungentes espinhos, que mais tarde atravessariam as frontes de Jesus.
Maria, esperança no mundo em que a esperança escasseia e se apaga.
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Texto do livro "Os Cinco Minutos de Maria", de Alfonso Milagro - Editora Ave Maria, São Paulo, SP, 22ª Edição, 2006
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